A igreja Assembléia de Deus, a minha igreja, a maior denominação evangélica do país, está perdendo sua essência, sua vocação, sua identidade, de tal forma que seria causa de espanto e lágrimas a qualquer um dos seus pioneiros que construíram sua história, se hoje pudessem ver o que está acontecendo e os rumos que está tomando.

Já se vão mais de 45 anos, eram os anos 70, eu era uma criança, morávamos em um sítio no interior do estado do Paraná, distante pelo menos 120 Km da primeira estrada asfaltada. Lembro-me bem, quando um dia, chegaram dois homens em nossa casa, com um livro de capa preta nas mãos, conversaram com meu pai e ao final ele nos chamou, e todos nos ajoelhamos e eles fizeram uma oração com as mãos estendidas sob nossas cabeças e depois foram embora. Maus tarde, fiquei sabendo qua havíamos “virado crentes” como se dizia à época.

Cinco dias após, recebemos novas visitas “dos crentes” que depois fiquei sabendo que um desses homens que nos visitaram, se deslocando por estradas esburacadas, empoeiradas, indo até um sítio no extremo interior, era o Pastor Presidente de uma das maiores igrejas do interior do nosso estado, distante a 120 Km dali, que junto com companheiros locais, foram nos visitar, direcionados por Deus, porque meu pai já estava desistindo de sua conversão.

É graças ao senso de obediência ao ide de Jesus, a determinação e foco na missão de homens como esses, que como muitos, nós também fomos alcançados pelo evangelho. Estes homens não tinham apreço por cargo, conforto ou posição, eram soldados do Reino, zelosos pelo seu chamado ministerial e tinham no coração a responsabilidade de cumprir a missão da igreja. Foi assim que conhecermos e começamos nossa história e a caminhada na Igreja Assembléia de Deus.

São com histórias como essa, que o Brasil foi sendo evangelizado e se viu o crescimento vertiginoso da Assembléia de Deus, que tornou-se praticamente um dos sinônimos da história da propagação do evangelho e do pentecostalismo em nosso país, pois hoje, afora as igrejas mais tradicionais e históricas, a grande maioria das demais tem algo de sua história ligada a pessoas ou fatos que de uma forma ou de outra tem alguma ascendência de “DNA” assembleiano, como se diz.

Aqui fazermos um corte no tempo e na parte histórica para abreviar o texto, mas não podemos deixar de ressaltar que esse foi o modelo de igreja e método de trabalho que alcançaram homens como meu pai, que por consequência, evangelizou toda nossa família, nossa comunidade e que assim, como missão de vida, muitos se dedicaram ao serviço do reino, despidos de conforto, benesses ou interesses pessoais, andando a pé, a cavalo, dormindo em lugares inóspitos, correndo riscos, e até morrendo ou se dando a morrer pela causa da evangelização do país, mas plenamente investidos do mandado claro do ide de Jesus, dedicaram suas vidas e gastaram suas forças em amor, para pregar o evangelho e ganhar almas como única missão de suas vidas. Essa é a essência da Igreja Assembléia de Deus.

O tempo passou, a igreja cresceu, digna, respeitada, hoje está presente em todos os rincões do país, espalhou-se pelo mundo, enviou missionários, enfim, tornou-se uma potência. Tudo isso gerou também influência política, poder econômico, representatividade social que foi o suficiente para que os homens fossem atraídos para usufruir disso tudo e esquecerem ou desprezarem a bela história e o pior,deixando de lado o cumprimento do significado básico de sua existência: a sua essência evangelizadora.

Infelizmente, como consequência disso, em muitos locais, a igreja perdeu seu rumo, tornou-se alvo de usufruto desfrute das benesses do poder, status e conforto, perdendo total ou parcialmente a sua essência e o referencial de sua história.

Talvez você se pergunte: Do que exatamente estamos falando? Onde queremos chegar com essa argumentação? Sim, queremos expor uma necessidade urgente de revermos o que estamos sendo e fazendo como igreja e voltarmos ao rumo certo, pois cada dia, novos indícios e novos acontecimentos nos entristecem, nos fazem chorar, lamentar e se nada fizermos, o gigantismo e os desvios humanos transformarão a nossa igreja apenas em belas histórias como a minha.

Estamos falando de coisas básicas, que qualquer pessoa com o mínimo senso ético, moral e conhecimento bíblico, sabe que não cabem, primeiro em uma igreja e depois em uma denominação do tamanho das Assembléias de Deus, e de sua história, como por exemplo:

  • Perda da identidade evangelizadora. Pouco ou quase nada se fala ou se faz efetivamente em prol da missão primordial da igreja, que sempre foi sinônimo da Assembléia de Deus,  muita falácia, pouca ação e quase nenhum investimento focado. Hoje a evangelização está relegada a um segundo plano, que quando fazem, sobrevivem de minguados recursos, de rendas de cantinas, bazares, e atuação de irmãos abnegados pela causa. Os fiéis também não tem mais essa cultura, tudo desvanece, gostam de festas, movimentos, muito ativismo, poucos frutos!
  • Membresia machucada, desatendida, e triste, está se “desigrejando” ou evadindo-se para outras denominações em busca de um ambiente melhor e uma relação mais saudável com Cristo. Espantoso é que dentro da igreja, ninguém se preocupa com isso ou se faz alguma ação efetiva para retê-los, antes os rotulam de rebeldes, insubordinados, mas ninguém atenta para o fato que fazem isso porque desprovidas do mínimo que a igreja precisa lhes dar, procuram “pastos verdejantes”, atenção pastoral, amor e cuidado em outros lugares, que é o mínimo que uma igreja precisa dar aos seus membros;
  • Fragmentação da identidade da igreja por posicionamentos pessoais. Já não se sabe mais o que é e o que não é. Uns dão liberdade demais, outros de menos, outros não se importam com nada e ainda há outros, que caçam “formigas” e protegem “elefantes”. O resultado disso é que a igreja em cada cidade é uma coisa diferente, as convenções não se manifestam, ninguém faz nada, se omitem, enfim, não há mais uma linha que a identifique para um lado ou para outro, como se bíblia fosse apenas algo de interpretação pessoal e a igreja fosse feita ao gosto de cada um;
  • Líderes usufruem do poder, da estrutura e dos recursos da igreja, como se fosse algo de sua propriedade, esquecem que estão ali para servir e não para serem servidos. Vivem as benesses, se enchem de benefícios, usurpam os recursos da igreja com remunerações estratosféricas, se comparado aos demais, muitos perpetuam sua posição, jubilando-se em idade produtiva, com ganhos iguais da ativa, desprezando a ética, a decência, a responsabilidade com os sagrados recusou dos dízimos e ofertas e mesmo a memória daqueles que deram suas vidas para a igreja ser o que é hoje;
  • Pastores que mais parecem reis do que servos, são administradores de uma instituição e não pastores de uma igreja, muitos amam o luxo, o conforto e a bajulação pública, não se sacrificam por nada, sequer tem o cuidado necessário do rebanho, não tem tempo para as pessoas nem para os obreiros, suas igrejas perecem do básico do pastoreio, da palavra, do evangelismo e da piedade. Nada parecido com aquele servo de Deus citado acima, que deixou seu gabinete enfrentou todos os obstáculos para ir até nossa casa e não deixar que meu pai voltasse atrás. Qual seria hoje o preço se ele houvesse se omitido?
  • Comemorações e festividades em comemoração de aniversários de pastores e esposa, formatados para ser uma forma de arrecadação de vultosas somas de dinheiro como presente. Chamam de culto de ação de graças, mas no fundo tudo é planejado para arrecadação de somas de dinheiro e exaltação pessoal. Assessores atuam “sugerindo” quase que obrigatoriedade de valores mínimos do “presente” para congregações subordinadas, órgãos e departamentos. Pastores merecem ser honrados, mas há um limite ético, moral e principalmente cristão de se fazer isso.
  • Disseminação da prática da sucessão hereditária de pastores. Igrejas passando de pais para filhos ou parentes como se fosse um bem pessoal ou familiar, se espalha de forma comum pelas igrejas do país, onde fazem o esforço as ações necessárias, independente do cabimento ético, moral e muito menos espiritual para para manter a família no comando da igreja, mesmo ferindo pessoas e afetando a comunhão, causando escândalos e denegrindo a imagem da igreja;
  • Abuso da submissão pastoral do ministério e da igreja para aprovação de atos e projetos. Seja em assembléia geral ou presbitério, votações são claramente influenciadas ou resultados são forçados através de métodos constrangedores de manifestação, como as do tipo: quem for contrário se levante e quem é favorável permaneça como está, e não se da tempo, condições nem ambiente a qualquer manifestação contrária, sem o mínimo cuidado, zelo ou responsabilidade extremos que se deveria ter, afinal trata-se de uma igreja. Infelizmente age-se pior que o que se faz no modelo do mundo;
  • Campanhas eleitorais em convenções, que são de fazer inveja a políticos seculares, com politicagem, gastos, confrontos e agressões pessoais, discussões judiciais, exposição da igreja ao ridículo, maus testemunhos e escândalos, que denigrem a imagem interna e externa da igreja;
  • Criação indiscriminada de campos eclesiásticos. Não se tem critérios sustentáveis. Fazem isso para acomodar as vezes, mais anseios pessoais, que qualquer estratégia visando o bem e a missão da igreja. Chega-se ao ponto, de cidades pequenas terem duas divisões de campos oficiais e varias outras Assembléias de Deus, se digladiando entre si, uns acusando ou rotulando outros, proibindo famílias de congregarem juntas, cooperarem entre si. Confrontos e oposições ao invés de serem exemplos de união e comunhão para abençoar e evangelizar a cidade;
  • Divisões e criação de ministérios paralelos. Ministérios que simplesmente são mais do mesmo, com mudanças superficiais e nada de melhora na na essência, são apenas novos feudos de poder, projetos pessoais de pessoas insatisfeitas, poucos chamado ou com foco na missão e que acrescentam resultados significativos para o Reino de Deus;
  • Consagração de obreiros sem critérios básicos. Obreiros são separados sem necessidade, muitos sem chamado nem vocação ministerial, que não produzem, não pastoreiam, não evangelizam, ostentam carteirinha e cargo ministerial somente por status, para encher púlpitos, formar colégios eleitorais de convenções. Igreja cheia de obreiros mas sofrendo por falta de pastoreio adequado, não cresce, quando cresce, muitas vezes é apenas de forma vegetativa;
  • Obreiros que desprezam seu chamado e seu ministério, são profissionais da fé. Homens que tem um “emprego” na igreja, são passivos ao verem suas igrejas minguando, não renovam suas práticas, não tem vida piedosa com Deus, perderam a sensibilidade, o amor, cumprem rotinas apenas para fazerem jus ao salário, perderam a noção do que é um ministério pastoral, e quando pior, em troca de um ganho mensal, se submetem ou aceitam práticas reprováveis, são coniventes ou se calam diante do erro ou da omissão, enfim, perdeu-se o pudor tão indispensável e necessário para um líder cristão.
  • Centralização total dos recursos financeiros das congregações, em um caixa central. Isso até é uma boa prática organizacional, mas quando não se faz de forma justa, só se fortalece um caixa central e tira das congregações qualquer autonomia financeira, cultivando a dependência financeira de obreiros e igrejas por recursos, que passam necessidades de melhorias e precisam viver com minguados recursos, carências e quase mendicâncias ao caixa central. Os contribuintes percebem isso e leva muitos a “fechar a mão” ou agir em generosidade por conta própria, não contribuindo mais na igreja, por desgosto com o trato dado a sua congregação;
  • Transparência financeira disfarçada em conselhos fiscais que não existem de fato. Conselhos que existem apenas “cumprem tabela” estatutária, são plenamente submissos, não podem agir tecnicamente nem contradizer o que é feito e muito menos reprovar contas e procedimentos. Quando alguém se posiciona contra algo, é forçado a calar-se, perpetuando assim práticas reprováveis, gastos supérfluos e procedimentos reprováveis;
  • Gigantescos investimentos e gastos em imóveis ou projetos e atividades paralelas à igreja. Projetos pessoais de líderes que as vezes beiram a megalomania, que sufocam e até estrangulam as finanças da igreja e por consequência, postergam investimentos necessários, em melhorias mínimas, manutenções, deixam obreiros e missionários perecendo ou vivendo à míngua no campo, endividam a igreja, atrasam pagamentos, etc.
  • Perseguição silenciosa contra qualquer pessoa que dignamente se opõe a esses feitos. Mesmo que essas pessoas estejam em defesa do certo e da igreja, são rotulados de rebelados e indisciplinados, depostos de cargos, se forem obreiros, são transferidos para lugares difíceis, praticamente castigados, colocados no ostracismo e as vezes expostos publicamente para desincentivar novos posicionamentos iguais.

É desnecessário continuar descrevendo esse triste rol de impropérios, que infelizmente são muitos e para ficar pior, isso ao longo do tempo toma ares de coisa comum e normal, já está se perdendo a referência do certo, do senso de integridade e de justiça, de amor, de ser igreja, que em muitos lugares já ultrapassaram as fronteiras internas, é escândalo público, ganhou a mídia, as redes sociais, se pisou em toda a ética, se perdeu a moral, manchou nomes e está se ofuscando toda uma história de vida e fé dessa tão grandiosa instituição e de seus abnegados pioneiros.

É melhor encerrar assim como começamos : Realçar que ainda restam bons exemplos de homens que honram primeiramente a Deus e se dedicam à missão da igreja como se fosse seu ultimo dia de vida, que decidiram não se contaminar com isso tudo e que como servos, se doam à causa do Senhor, mesmo contra tudo e contra todos, sem levar em conta tudo o que isso tem lhes custado. Estes felizmente ainda mantém viva a chama evangelizadora, tanto quanto a que ardia nos corações de tantos pioneiros que deram suas vidas para marcarem vidas e histórias como a minha.

Esses pioneiros, homens de fé, de renúncia que de tão permeados pelo espírito do Senhor e do verdadeiro sentimento cristão, sentiriam, assim como o Senhor sentiu pela igreja de Laodiceia,  náuseas, ao ver o que na atualidade, esses homens que sem  nenhum respeito por tudo que a Assembléia de Deus representa, estão fazendo ou mesmo deixando de fazer com esta tão séria, renomada e respeitada denominação, que felizmente ainda é exemplo de evangelização no Brasil e no mundo.

Chorem comigo, busquem a Deus, ainda há esperança! Ele é fiel e justo, a igreja é dele, não de homens e certamente ele levantará mais vozes corajosas e combatentes que amam a igreja e o evangelho a se posicionarem séria e eticamente contra essas coisas. Que se tenha mais respeito pelo preço que Jesus pagou pelo seu povo, que se tenha respeito também pelos homens que exemplarmente deram suas vidas pela causa do evangelho e fizeram a Assembléia de Deus chegar onde chegou. Cremos que a igreja por Cristo vencerá e assim continuará sendo, mesmo que muitos tenham que pagar preços altos por enfrentar todo esse sistema. É hora de quem ama a Deus, a sua causa e defende a verdade, também ser mais uma voz contra tudo isso e a favor da unidade da igreja e da volta à sua essência missionária e evangelizadora.

Ch’orem’ comigo, mas também façam alguma coisa.

Pr. Eroni Fernandes

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Posted by:Eroni Fernandes

Empresário, Pastor, defensor de uma igreja MENOS INSTITUIÇÃO e mais IGREJA DE VERDADE, relevante, focada na missão e com dedicação à sua razão de existir: Evangelizar e levar paz, alívio e salvação ao seu redor, expandindo na sua redondeza e alcançando o mundo.

41 respostas para ‘Meu lamento pelo caminho que a Igreja Assembléia de Deus está trilhando!

  1. Triste realidade…..sofro na pele o descaso com os membros…..mudei para outra cidade….fazem dois anos e meio…..levei minha carta de mudança…..nesse período fiz três cirurgia de grande porte….nunca recebi a visita de ninguém…..nem do pastor e nem dos membros. Sou membro da Assembléia de Deus ha 40 anos….😢

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  2. Verdade. Há pouco tempo congregando no ministério mas não vejo uma identidade ou padrão próprio, como já foi dito: cuns liberais demais outros menos, mas as diferenças entre uma região e outra é grotesca, e não precisa ir muito longe na mesma cidade há diferenças enormes em muitos e diversos aspectos. Realmente a Convenção precisa tomar uma atitude e logo!

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      1. Paz do Senhor Jesus, li o vosso artigo e digo que tem grande relevância, mas,fica a pergunta, o Sr. pastoreou a sua igreja por quanto tempo? Ou ainda está pastoreando?O motivo que o move a este informativo pode ser de um sentimento real pela obra de Deus, ou seria o fato de quem sabe não ser aceito no meio eclesiástico a que pertence? E assim buscar um grupo ao qual terá suas diretrizes e com o tempo teremos mais um arrazoando os desmandos e descasos e mesmices de agora? Deus te abençoe!

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      2. Muito pertinente seu comentário. Eu não atuei pastoreando igrejas diretamente, mas tenho uma vida e uma história com as igrejas das maiores cidades do Estado do Paraná. A motivação de meu comentário nem preciso dizer pois já disse em meu texto. está tudo em meu blog… Entendo que no meio de tantas pessoas com falsidade de pensamento lhe seja pertinente perguntar isso, mas Eu estou obedecendo uma clara ordem do Senhor, que antes me deu credibilidade e Autoridade para hoje poder escrever. Em breve lançarei o livro. Aqui não é o local, mas se lhe restar dúvidas eu lhe passo a minha história, inclusive igrejas no RS que trabalhamos indo daqui do Paraná para treinar pessoas ajudar no crescimento. Igrejas que estão aí como testemunho. O que fazemos, é sob o juízo do Céu. por respeito porque sua pergunta é razoável, não me furto em lhe dizer que se algo mais me movesse além de ter foco na missão da igreja, eu teria vergonha de falar algo, pois sou Pastor, empresário e faço a Obra do Senhor por puro amor, desvinculado de interesse porque o Senhor já me deu o que preciso, eu que estou em débito com ele sempre por tudo que ele fez por mim e jamais teria a mínima coragem de usurpar algo que não tivesse certeza que amanhã dará frutos para o reino de Deus.

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  3. Louvo à Deus pela igreja que congrego! É uma das que mais cresce e acompanha seus membros através das células, cada um fazendo sua parte ;Louvado seja Deus pela vida dos meus pastores que não são perfeitos! São dignos e honrados vivendo e ensinando a Palavra!!! Sou Assembléia de Deus no Amazonas IEADAM !!!

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  4. Parabéns pelo Artigo Eroni, é de chorar, infelizmente é assim mesmo que está a situação, vi homens como meu avô, pastor Sebastião Nunes, missionário nato, onde passava evangelizava, construiu mais de 30 igrejas, enviado pelo Paraná foi pioneiro na evangelização do interior da Paraíba, morreu sem ter uma casa, sem ter um carro, sem bens, mas por onde passava era respeitado, faleceu jovem pois se desgastou na obra, que bom que existe pessoas como você que tocados pelo Espírito, esta querendo acordar o povo para ver o que esta acontecendo, a que ponto chegamos.
    Deus lhe abençoe e cuidado, as afrontas virão.
    Abraços.

    Ev. Daian Nunes da Silva

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    1. Matérias desse nível é bom dimais, fazem o crente acordar e despertar pra vida, sou de um tempo bom assim… tenho 62 anos o Senhor Jesus Cristo né alcançou no ano de 1983 na cidade de Taubaté s.p e nessa época tinha obreiros desse nível aí que o irmão acabou de citar, pessoas que andavam 120 km ou mais em estradas d chão batido e comia poeira, e tomava carreira de marruá Nelore passava em cercas de arame farpado rasgando suas vestes indo em lugares remotos e perigosos somente por amor ao reino de Deus e levar a santa palavra de liberação aos que criam e abriam os vossos corações ao Bem dito Cristo ressurreto, peguei em favelas hoje chamado de comunidades , nascem outros tempos poucos evangélicos tinha coragem de entrar num território dominados pelo tráfico de drogas e a gente não ia só com com a palavra, levávamos também cestas básicas fazendo assim um pouco do social e dessa forma abriamos pontos de pregação e 3 vezes na semana íamos lá cultuar a Deus junto daqueles irmãos sedentos da palavra , é hora presentemente não vemos mais isso acontecer…..o que está havendo igreja ? Acorda tú que dormes….!!

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  5. A Paz do Senhor! Sou do Estado do Amapá onde infelizmente a identidade assembleiana também tem se perdido. Agora é um tal de “nada haver, Deus se importa é com o coração”. Triste realidade. Sou jovem senhora, mas me indigno da maneira q se leva o Evangelho hoje. Por ñ concordar com muitas atitudes erradas na Igreja, também fui taxada de rebelde. Tenho chorado também, pois os pioneiros sofreram muito para chegarmos onde estamos hoje, e agora ñ precisamos mais ser diferentes? As pessoas ñ precisam mais manter a identidade que Deus instruiu à Daniel Berg e Gunnar Vingren para ensinarem a Igreja Pentecostal Assembleia de Deus? Este artigo com certeza é necessário e nenhum momento vejo nele interesses outros a ñ ser a preocupação em esclarecer a realidade que muitos ñ enxergam mais. Quem dera todos os assembleianos o lessem. Parabéns pastor! Sua dor também é a minha. Que Deus continue te dando ousadia e discernimento para propagar as verdades que a maioria dos líderes hoje já ñ falam mais!

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  6. Pastor,
    Tudo o que o senhor escreveu, certamente foi inspirado pelo Espírito Santo de Deus! Coisas que estão “entaladas” na minha garganta e na de muitos membros dessa instituição tão importante, que meus avós, bisavós e demais familiares ajudaram a construir nas décadas de 60,70,80 e até nos dias atuais mantêm-se firmes seguindo a verdadeira palavra de salvação, que outrora eram tão preservada nas Assembleias de Deus.
    Em minha cidade as coisas não estão tão diferentes do texto escrito pelo servo de Deus, arrisco a dizer que se encaixa na maioria dos tópicos levantados na publicação.
    O que nos resta a fazer é ORAR,e ORAR e ORAR para que Deus levante homens e mulheres corajosos (as), ousados (as) para DENUNCIAREM toda a sorte de heresias e lixo moral, ético e “gospel” que está impregnado dentro de nossos templo.!
    Que Deus o abençoe…

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  7. O catolicismo romano começou no caminho certo e se desviou promovendo heresias, isto serve de alerta para não colocarmos nossas esperanças em uma placa denominacional, pois não foi isto que Jesus desejou, que cresça nos corações dos crentes o amor pela Palavra de Deus e possam se unir a outros irmãos das demais denominações que Pregam a Palavra e venhamos a ser a Igreja do Senhor Jesus Cristo. É certo que uma denominação pode ajudar muito, mas uma coisa eu tenho certeza que apesar das denominações estarem corrompidas pelo mundanismo eu creio que aqueles que são verdadeiramente a Igreja, corpo de Jesus continuam fazendo a diferença neste mundo.

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  8. Sou da Assembléia de Deus do estado de Mato Grosso e praticamente as 14 abordagem se enquadra em grande parte de nossas igrejas. Temos muitos obreiros que são como o Sr Pr Eroni, falam em seu sermões contra esse caminho que a igreja está tomando, porém as lideranças não dão o devido crédito. Que Deus levante mais irmãos corajosos que falem e lutem contra essas práticas errôneas. Obrigado por ter coragem de escrever aquilo que muitos não têm coragem de dizer, Deus o abençoe Pr Eroni.

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  9. Até que enfim alguém começa enxergar a desordem que se encontra dentro de uma organização que um dia foi referência de evangelização,mais hoje tá sendo transformada e quase se encaixando,
    Ou ja se encaixando naquela igreja por onde Cristo passou um dia e quebrou tudo e as chamou de coviu ladrões e salteadores,Mateus 21,13.marcos 11,17.Lucas 19,46. Que Deus tenha misericórdia desta igreja e do seu povo,e levante homens corajosos pra derrubar está organização que se encontra infiltrada dentro da igreja de Cristo que é a assembleia de Deus,eu que apesar do meu pouco tempo como membro comum nesta igreja tenho visto ouvido,e ate mesmo asistido e acompanhado os muitos absurdos que disvirtuam esta tao importante denominação que um dia foi construída com muito esforço para ser uma casa de oração,de salvação de almas para Cristo,em um triste lugar, usado como lugar qualquer sem respeito nem pudor,muito menos temor a Deus,como temos visto ouvido,e ate mesmo vividos por não ter muita opção para servir a Deus de forma correta de acordo com a palavra,palavra de Deus.

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  10. Eu li seu artigo e até compartilhei, me identifiquei pq sempre ouvi histórias desses tempos contada pelo meu pai Simon Rune Lundgren, que hoje tem 95 anos e e filho do missionário Simon Lundgren, histórias que a maioria era de experiências dele é de irmãos que queriam levar o evangelho e enfrentavam qq obstáculos,

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  11. Tudo isso é verdade! Nasci em um lar evangélico, lembro muito bem como meus pais eram compromissa do com a obra. Papai trabalhava, porém no dia de folga, ele ia tirar pedra do Rio mundaú pra construir o templo, evangelismo era o forte dele, todo domingo de folga, estava lá. No meio da semana ele se embreava no meio do mato , sem energia, mesmo assim ia pregar o evangelho nos sítios, nas fazendas, quando não era esculachado dali. Hoje ninguém quer saber mais de nada disso! O mundanismo entrou na igreja de uma forma que parece até que é normal

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  12. Parabéns pelo texto Pr.Eroni, infelizmente o Sr. disse “quase” tudo que nos deixa muito tristes. Conheço a AD desde sempre, estou nela desde a infância, tive o privilégio de conhecer alguns Pastores com “P” maiúsculo, que dignificaram o chamado e conduziram o povo com testemunho pessoal, piedade e boa palavra. Hoje, infelizmente a instituição virou um grande negócio para muitos, um negócio de família. Lamento muito o rumo que a AD no Brasil tomou. É sim motivo de choro.

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  13. Tudo o que foi falado, é exatamente o que esta acontecendo, sou de Belém do Pará, aqui nasceu a Assembléia de Deus, mas o que estamos vendo é vergonhoso, e passamos na pele a maioria dos acontecimentos narrados, o que mais me doi e envergonha é ver que tudo isso esta acontecendo porque as pessoas que estão sendo “consagradas” são essas citadas por você:

    Consagração de obreiros sem critérios básicos. Obreiros são separados sem necessidade, muitos sem chamado nem vocação ministerial, que não produzem, não pastoreiam, não evangelizam, ostentam carteirinha e cargo ministerial somente por status, para encher púlpitos, formar colégios eleitorais de convenções.

    Parabéns pelo texto.

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  14. Graça e Paz meu Pastor!!! Não o conheço pessoalmente mas enquanto Lia todas essas verdades com muita tristeza e pesar porque sou filho da Assembléia de Deus desde o Nascimento materno; pude perceber que isto está acontecendo em todos os Estados onde existe uma igreja; É Lamentável mas infelizmente é a mais pura verdade o que vem acontecendo com a nossa denominação, quero lhe dizer que estamos juntos nessa batalha contra todas essas injustiças cometidas pelos homens que se denominam (Verdadeiros Papas) a frente do Rebanho do Senhor Jesus…. Vamos orar por essa causa , porque chegará um tempo que o dono da igreja se levantará para remover esses mercenários , gigolôs da fé , e levantar uma nova geração de homens tementes e fies ao Senhor Jesus Cristo e ao seu Chamado ministerial….. DEUS te abençoe e te guarde pastor em Cristo Jesus…. #TamoJunto.

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  15. A paz pra todos,sou da Bahia,membro da AD a 22 anos,não é muito tempo,más eu já pude ver pue muita coisa mudou.
    Pr.Erone,ao ler o seu texto a minha voz embagou,quase chorei,são muitas verdades eu gostaria que todos os cristãos lesem esse texto.
    Parece que o senhor estava falando da Igreja que eu congrego.
    Deus te abençoe,te dê graça e continue te inspirando.

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