Quando o dinheiro da igreja leva os líderes para fora do caminho que deveriam.

Aparentemente no ambiente igreja a má relação do homem com o dinheiro não não deveria existir ao ponto que até existe por tratar-se de um ambiente que o homem e suas carnalidades deveriam ser sublimados e principalmente, existir a renuncia das coisas típicas que o dinheiro proporciona em favor da relação com Deus. Infelizmente não acontece isso de forma geral: Onde há homem, dinheiro e poder, há potencialmente os mesmos problemas.

Deus cuidou tanto disso que a bíblia tem cerca de 2.350 versículos que tratam de dinheiro, bens materiais e principalmente da relação do homem com ele. É um assunto preponderante porque Deus conhece o homem e o poder que o dinheiro exerce sobre ele e todos os males que essa relação pode causar e o ambiente igreja não está fora disso.

Com o crescimento das igrejas, a gestão do dinheiro passou a ser muito relevante e tentadora e como o modelo mais comum de gerir é o da centralização do caixa em uma sede, que em tese é a melhor forma de gestão e potencialização dos recursos, mas tem suas consequências, porque ao centralizar dinheiro ele se avoluma e a tentação aumenta pois isso acumula também poder proporcional em em toma as decisões e isso pode provocar nos homens os comportamentos mais maléficos que essa relação pode produzir. Por experiência, listamos alguns dessas situações e exemplos:

  • O volume de dinheiro centralizado gera poder e contamina as pessoas que o detém, desvirtuando o real sentido de chamados ministeriais engolindo o tempo e transformando Pastores em gestores da instituição;
  • O poder e o dinheiro podem corromper sorrateira e progressivamente o homem sufocando o caráter e fazendo com que sejam anestesiados e dominados por um ambiente onde a atratividade dos benefícios que o dinheiro produz e isso influencia ou domina as decisões e estratégias da igreja que nem sempre irão priorizar a sua missão primordial;
  • Gastos e investimentos em bens e conforto de pessoas e de quem detém o poder tais como carros de padrões acima do necessário, viagens, moradias luxuosas e tudo mais que um homem pode fazer com o privilégio de ter um volume maior de dinheiro junto com o poder de decidir o que fazer com ele;
  • Favorecimentos a parentes e familiares que nem sempre prezam a competência e sim a proximidade e a condição de poder decidir quem contratar ou mesmo nomear para cargos e até conduzir ao ministério;
  • Manipulações de decisões porque quem detém o poder financeiro na mão consegue facilmente convencer pessoas que dele dependem a não serem discordantes por estes podem temer represálias financeiras;
  • Opressão e exploração de pessoas que dependem financeiramente da igreja para viver e até mesmo membros do ministério;
  • Execução de projetos pessoais do líder que nem sempre atendem à melhor estratégia para a frutificação e cumprimento da missão da igreja;

Além disso, gera problemas no dia da instituição, tais como:

  • Deficiência no atendimento de necessidades importantes de congregações e subsedes porque as prioridades mudam na visão de quem não vive o dia a dia daquele local;
  • Descontentamento de membros, contribuintes e obreiros por terem a sensação que sempre enviam mais recursos do que recebem em retorno;
  • Discordância na forma da matriz investir os recursos que muitos sentem-se prejudicados e isso provoca desestímulos nas pessoas que contribuem;

Enfim, não há como zerar essa lista porque o ser humano com dinheiro e poder em mãos é capaz de produzir coisas indizíveis e inimagináveis mesmo no ambiente igreja independente da corrente que pertença, mas homens que cedem a esse tipo de tentação e enriquecem ou usufruem indevidamente do dinheiro sagrado de pessoas que por fé e sacrifício contribuem à sua igreja, constituem-se em uma das piores estirpes de pessoas que um ser humano pode se tornar, porque isso ja seria condenável em qualquer circunstância, mas quando falamos de recursos de uma igreja já é algo totalmente inconcebível mesmo na visão da mente mais deturpada;

Além disso quando o, ou os beneficiados tratam-se de pessoas que como líderes , exercem um ministério que deveriam exemplarmente serem o oposto a isso, a situação fica ainda mais inconcebível e se estes não alcançarem a tempo o perdão e a misericórdia de Deus e principalmente, restituir a igreja do que usaram indevidamente, certamente sofrerão na eternidade as piores consequências pela forma inescrupulosa que trataram de coisa tão sagrada como o dinheiro de dízimos e ofertas dos fiéis.

Que Deus tenha misericórdia e dê discernimento, sabedoria e principalmente temor a quem tem essa responsabilidade, porque realmente isso não é fácil para o ser humano, mas com integridade e graça de Deus é possível sim que homens exerçam com rigor, zelo e cuidado a gestão desses recursos sagrados, de origem tão nobre e destino tão sagrado porque podem resultar em mudanças de vidas tanto aqui neste mundo quanto na eternidade.

Pr. Eroni Fernandes

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