Igrejas que ainda cultivam o velho e ultrapassado hábito de enfileirar sob o púlpito os obreiros na hora dos cultos mostram muito bem a síndrome que muitos desses homens foram acometidos de querer uma função ministerial pelo status e para ocupar uma cadeira na “vitrine sagrada” que esses púlpitos se tornaram.

Me perdoem a acidez das palavras, mas ao dirigir-se a esses homens, e com respeito aos que levam o ministério a sério de verdade, não estou falando com crianças, mas com pessoas que assumiram a responsabilidade de ser um ministro e que podem absorver uma advertência, não minha, mas do Senhor da Seara para que despertem ou peçam para sair, porque púlpito, primeiro não é local adequado para “vitrinar” homens que querem estar em destaque e segundo, ministério não é status, é serviço e por isso deve produzir para o Reino de Deus e por isso, obreiros não podem ser apenas ocupantes de cadeiras de púlpitos ou improdutivos portadores de carteirinha ministerial.

Calma aí, Leia até o final que para tirar suas dúvidas vamos fazer umas continhas para ver em qual classe você ou sua igreja se enquadra.

Obreiros improdutivos são exatamente como a figueira que Jesus chegou e não tinha frutos: Era figueira, parecia figueira, ocupava lugar de uma figueira de verdade, deveria ter frutos, mas não tinha nada além de aparência e engano, então foi melhor secá-la. Para servir a Jesus não há espaço para enganadores.

Vamos por um método na avaliação para separar os porta terno e gravata e ocupantes de púlpito dos verdadeiros obreiros:

Avaliação coletiva:

Indicador de produtividade ministerial:
Número de pessoas discipuladas e levadas ao batismo nos últimos 12 meses dividido pelo total de obreiros do campo ou da congregação (Pastores, evangelistas e presbíteros) esse número indica o quantas de pessoas batizadas em relação ao número de obreiros em um ano. Presumo que se esse número ficar abaixo de 2 há algo de errado porque em média um obreiro ordenado não discipula pelo menos 2 pessoas em um ano e isso, salvo em circunstâncias muito especiais e justificáveis é ser pouco ou nada produtivo: Não produz e nem consegue influenciar a membresia ser produtiva: Figueira sem frutos!

Avaliação Individual:

Como obreiro, faça uma auto avaliação e responda para sua própria consciência diante de Deus:

– Quantas visitas você faz para pessoas que precisam de alento, aconselhamento e atendimento ministerial em média você faz em um mês?

– Quantas visitas você faz a hospitais e doentes em casa para orar com eles e participar como irmão em seu momento se dor?

– Para quantas pessoas você fala de Jesus em evangelismo pessoal por mês?

– Quem foi a última pessoa que você evangelizou de verdade, discipulou e hoje serve ao Senhor? E quanto tempo faz isso?

– Quais as ultimas atividades relevantes que você fez pra o ministério, principalmente de forma anônima, simplesmente para cumprir seu chamado?

Creio que não precisam mais perguntas porque quem respondeu estas com sinceridade já tem sua auto-avaliação e sua consciência já escreveu sua absolvição ou sua sentença.

Opa! Antes da fase das desculpas, vamos considerar:

– Dirigir um culto, fazer uma oração de vez em quando ou ajudas esporádicas, não se justificam como atividades ministeriais relevantes;

– Não ter tempo até é plausível, para poucos mas em um ano não produzir nada não tem desculpa!

– Ah você é pregador! Muito bom, mas só em Púlpito? Jesus nos chamou para ser pescadores de homens, não piscicultores. Pregar é bom e é preciso, mas a rua é o melhor púlpito para quem quer ser produtivo.

Não precisamos ir além, homens de Deus que ocupam dignamente o ministério, ao ler essas palavras propositalmente ácidas já entenderam o recado de Deus e por mais produtivos que tenham sido, seu temor a Deus os coloca em situação de devedores, tal qual foi para mim ao escrever estas palavras, estou muito devedor e posso fazer mais, evangelizar mais, visitar mais e produzir mais frutos. Não podemos correr o risco do Senhor não encontrar frutos em nós e no dia seguinte eu estar totalmente seco como a figueira, precisamos manter viva em nós a responsabilidade de ser produtivos para o Reino!

Para aqueles que ficam revoltados com o que escrevi e que vão ter coragem de se defender nos comentários e colocar suas desculpas eu digo: Pior que ser improdutivo e porta paletó e gravata em púlpitos por aí, é passar recibo em público do que realmente se é!

No mais, podem ficar entristecidos comigo por dizer isso de forma tão aguda, não há problemas desde que isso os faça refletir e dedicar-se mais ao ministério que receberam e dignifiquem diante de Deus a posição que ocupam, fico tranquilo, porque cumpri minha missão de produzir algo relevante!

“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não dá fruto, ele corta; e todo que dá fruto ele poda, para que dê mais fruto ainda.”

“Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dará muito fruto;”

‭‭João‬ ‭15:1-2, 5‬ ‭NVI‬‬

Que Deus tenha misericórdia de nós!

Pr. Eroni Fernandes

Posted by:Eroni Fernandes

Empresário, Pastor, defensor de uma igreja MENOS INSTITUIÇÃO e mais IGREJA DE VERDADE, relevante, focada na missão e com dedicação à sua razão de existir: Evangelizar e levar paz, alívio e salvação ao seu redor, expandindo na sua redondeza e alcançando o mundo.

Uma resposta para “Púlpito não é vitrine para expor quem só quer status ministerial!

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