Quantas vezes nos deparamos com discussões, muitas vezes acaloradas, sobre usos e costumes dentro de algumas denominações, ou até mesmo, sobre a frieza espiritual de irmãos que mais parecem primos na fé?

Desde os primordiais tempos do cristianismo, podemos notar uma ruptura no conceito de que existe apenas um só rebanho e um só Pastor.

Já nos primeiros dias da fé, homens pegaram um punhado de barro em suas mãos, moldaram um ser a sua imagem e semelhança, deram um sopro de vida em suas narinas e o chamaram de “deus”.

Estava criada então a antítese do cristianismo; e vendo o homem que isto lhe era conivente, a chamou de religião.

A igreja que até então era um conglomerado de pecadores sedentos por salvação, tornou-se a mais santa, pura e merecedora construção de pedra. No altar agora dava-se mais atenção as promissórias que homens assinavam em nome de “deus”, do que a salvação que escorreu do madeiro embebida no sangue do cordeiro.

Assentados em seus tronos de veludo, de frente para a congregação, temiam apenas a debandada do povo, por isso pregavam milagres, mistérios e maravilhas, que sempre eram potencializadas por chavões ou histerias coletivas. Estava criada uma cultura, e novos homens nasceriam filhos, não de Deus, mas dela.

A imagem perante aos demais integrantes do clube era mais preciosa do que o coração contrito; Pudera! Isto gerava status. Status gerava poder, e qual lugar melhor do que uma pequena comunidade para se conseguir poder tão rapidamente?

Eis o evangelho do bem-estar, adaptando a sagrada escritura para alargar o caminho. Cuidado! Quando largo demais, ele pode se bifurcar.

É hora de nos perguntarmos: Qual igreja queremos ser? A unidade dos santos ou a parede de pedras? – Queremos realmente seguir uma cultura eclesiástica, ou Sola Scriptura?

Por mais vasos e menos oleiros, por mais Cristo e menos nós!

Posted by:Allen Arruda

Minha trirreme está solta, livre para desbravar o além. D´us é o capitão de meu navio. (Allen Arruda - 07/09/15)

Uma resposta para “Quando a cultura da igreja usurpa a cultura de Cristo.

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